Archive for the ‘Advertising’ Category
NYSAT – A nova “gangue” de Nova York

A imagem faz parte do Public Ad Campaign New York Street Advertising Takeover (NYSAT). Para a felicidade ou não dos habitantes de Manhattan os outdoors que antes lutavam pela atenção estão sendo atacados por um coletivo de artistas com a proposta de deixar as ruas um lugar mais bonito.
Se aproveitando da falta de fiscalização eles, mesmo a luz do dia, pintam o outdoor de branco e fazem sua arte por cima do retangulo. Até agora apenas um dos membros do coletivo foi preso Walker Teiser que passou uma noite na cadeia, mas já foi liberado ![]()
Outros trabalhos que achei interessantes:



Dica da Sense
A arte de convencer – Dicionário
Trabalhei com propaganda um tempinho. Tempo suficiente para entender que muitas vezes é impraticável ter certeza de tudo o que propomos vender (os cases de sucesso e fracasso estão aí pra comprovar).
Porém nosso trabalho é apontar soluções mágicas e apresentar resoluções fantásticas que de preferencia gerem receita para a agência, e geralmente em tempos menores que os do Michael Phelps. Muitas vezes o que é apresentado aos clientes não é a resposta correta, mas uma possível oportunidade vislumbrada pelos profissionais da agência e que tem chances de dar certo.
Agora, na prática se vai dar certo, ou não, é muito difícil de prever. Aí vale muito da intuição, do lobbying, da qualidade das pesquisas (isso quando há pesquisas) e da mente criativa por trás da execução.
Uma das maiores virtudes na carreira de um publicitário (não importa sua especialidade) é a arte de convencer as pessoas que seu raciocínio, sua idéia é a melhor e que tudo vai dar certo. Diversas vezes pensei que fosse uma briga de egos. Também é, mas percebi que este é um exercício para “blindar” a idéia e para que o seu brilhantismo não se quebre feito um cristal no primeiro questionamento.
Este post é parte de uma série onde vou falar um pouco sobre algumas técnicas usadas para ajudar no raciocínio estratégico e blindagem de idéias. Algumas são bem punheta, mas dependendo do cliente e interlocutor eficientes. Tire suas conclusões.
O DICIONÁRIO

O pai dos burros esta presente mais do que se pensa no mundo da propaganda. Uma palavra pode ter diversos significados e isso justifica que usando a palavra X conseguimos falar mais de 20 adjetivos de uma vez . (Uau!)
Essa é a chave para explicar o porque usamos Fleumático para não dizer Imperturbável, afinal imperturbável remete a uma pessoa que pode ser impassível e fleumático também pode se referir a uma pessoa paciente.
O que me incomoda nesta abordagem é o fato de que se uma pessoa inteligente e formadora de opinião teve que recorrer ao dicionário para “lembrar” que a tal palavrinha tinha tantos significados que se encaixavam no conceito da campanha, imagine os civis que não estão nem aí pra sua marca.
Desconsiderando o que eu acho, essa ainda é uma tática válida quando se trata de persuasão e até hoje é usada em muitas agências. Quem contesta o Sr. Aurélio?
Você já foi Rickrolled? E Barackrolled?
Se você não foi, ainda deve ser vítima do Rickrolling uma das práticas mais babacas da internet. A brincadeira consiste em criar um hiperlink que fale chame pra alguma coisa chamativa e linkar para o videoclipe da música ‘Never Gonna Give Up’, um mega sucesso dos anos 80 e a música pela qual o cantor Rick Austley ficou conhecido.
A novidade é que fizeram um clipe do Barack Obama cantando esta música, usando trechos de alguns dos seus discursos. O vídeo é muito engraçado e me fez pensar que esta campanha do Obama em especial é um benchmarking de um novo modelo de comunicação política. Mais próximo do mundo do branding e das mídias sociais.
Ok! Sei que a política lá nos EUA, onde famílias chegam a brigar com essa história de republicanos versus democratas, é bem diferente aqui do Brasil onde se tiver cerveja todo mundo é amigo, mas mesmo assim a estratégia de construção de marca é exemplar.
Aprendizados com Chuck Norris
Piadas sobre Chuck Norris hoje são hit na internet. Não há praticamente um ser vivo e atuante na blogosfera que nunca tenha recebido um email falando sobre as proesas do homem com H e muito cabelo no peito. Não, não existe ninguém assim, porque se existissem Chuck Norris já teria dado um fim (!).

Os filmes do Chuck Norris são sempre daqueles onde o herói está lá tranqüilo fazendo seu trabalho, até que acontece alguma injustiça ou crime, ele sente sede de sangue e vai se vingar, sendo que na maioria das vezes nem por ele mesmo, mas pela honra dos que já morreram ou apanharam no filme.
O fato é que esses “fatos” sobre o ser supremo, Chuck Norris, já vem de algum tempo e viraram inspiração pra muita coisa na publicidade. O exemplo brazuca é a campanha “Verdades sobre o Gol” que fala sobre a mitificação de um produto.
Outro exemplo interessante é um filme da série “Will it blend?” da Blentec. Pra quem não conhece, os caras colocam qualquer coisa dentro do liquidificador e botam pra bater. Já vi de tudo aí, desde iPhone até facas Ginsu.
O que quero dizer com tudo isso é que, gosto muito de personificar as coisas. Acho esse um exercício bacana pra qualquer um que quer definir uma marca ou mesmo fazer escolhas na vida.
E o quanto mais personalidade tiverem suas escolhas, fica mais fácil se decidir o que você prefere e/ou definir quem você é. E fica mais fácil para as outras pessoas também. Toda essa discussão me lembra mais uma campanha ícone. Com quem você se parece? Mac or PC?
Propaganda na Times Square

Se tem alguma coisa que me deixa nervoso só de pensar é a Times Square. Como pode um lugar daqueles abrigar tanta propaganda? Como pode um ser humano conseguir prestar atenção em metade daqueles monstros cintilantes? Como pode?
Fazendo algumas dessas perguntas, descobri que (1) a Times Square é o ponto turístico mais visitado do mundo com uma média de 35 milhões de visitantes por ano, (2) alguns dos prédios que sustentam aquele mundo de leds estão vazios. Isso mesmo! Eles são pagos e só servem para exibir propaganda.
Existe muita coisa por trás (nesse caso literalmente) desse mundo mágico e maravilhoso da propaganda que não vemos. Esteja você dentro, ou fora dela!
No vídeo abaixo, um micro-documentário legal sobre o Quadrado do Tempo.
Simplificando Idéias

Neste mundo caótico em que vivemos, as vezes é difícil digerir toda a informação a que temos acesso. A cada minuto uma nova promessa de negócio está entrando no mercado, empreendedores estão tendo uma idéia revolucionária ou aparece uma nova idéia de como remodelar algum modelo antigo de negócios. Um exemplo desse ‘boom’ é o blog Springwise, especializado em novos modelos e remodelos de negócios.
Ok! Estou reclamando de barriga cheia, porque isso é ótimo pra nossas vidas, mas isso é porque vejo cada vez mais pessoas (inclusive eu) sofrendo de uma doença chamada Síndrome de Excesso de Informação. Sim isso existe e não é frescura!!!
Um exemplo geek. Pense que sua cabeça é um CD-RW. Você pode armazenar uma quantidade limitada de informação e ir apagando as coisas, deixando somente as mais importantes.
O problema? Hoje temos acesso a muita, mas muita informação. Talvez 1000x mais do que tínhamos na era pré-internet. Temos acesso a tanta informação que quando vamos gravar nosso CD a quantidade de informação ultrapassa fácil a capacidade de armazenagem que nos cabe. Aí que aparece nosso dilema e a “pane” quando devemos escolher o que deve ficar e o que podemos apagar.
A solução? Não sei se essa é exatamente a solução, mas encontrei empresas que suprem uma parte desse nicho. Empresas que simplificam idéias dos outros. Isso mesmo, a missão dessas empresas é simplificar o modelo de negócio, o funcionamento de produtos e o que mais for necessário de outras empresas, de modo que até ele consiga entender. Parecido com aquela coleção de livros ‘for dummies’.
Um dos maiores exemplos é a Common Craft que como a própria define, faz explicações em “plain english” usando apenas uma câmera, papel e muita imaginação.
Outro exemplo é a campanha publicitária da Ups que explica ao público seus serviços de uma forma simples, usando apenas um whiteboard.
[UPDATE] O Google Brasil possue um canal no Youtube onde muitos dos vídeos explicam sobre seus produtos como o iGoogle e o Google Maps Brasil. [/UPDATE]
Será que nosso futuro será assim? Pessoas que criam e pessoas que tem que explicar para as massas o que exatamente foi criado e como usufruir disso?
Aposto que pessoas inovadoras como Galileu teriam se dado melhor se empresas como a Common Craft já existissem.
Make it Big

Eu tenho uma teoria que quando falta uma idéia genial para um problema, uma solução (pelo menos na publicidade) é fazer grande!
Isso mesmo! Faça alguma coisa grande. Seja um produto, mascote, logo ou qualquer outro ícone que lembre a marca.
Vivemos numa cultura onde todo mundo tenta simplificar as coisas, então quando aparece uma coisa totalmente desporporcional ficamos atraídos por ela. O ser humano em si é mais atraído pelo caos do que pela serenidade, além do que a curiosidade é um instinto natural.
Como um bom caga-regra blogueiro alguns exemplos que compravam isso essa minha teoria.
- Twix Gigante

- Lux Silk Nourishment “Shoes”

- Adidas “The Left Right Project”

- O outdoor de 6 mil metros da BMW com carros de verdade

Já deu pra entender né! Mas será que o gigantismo dessas ações supera a força de uma boa idéia? Fica a pergunta.
Quadrinhos na Propaganda
Assistindo a esse filme espanhol da Heineken me deu um estalo de o quanto é importante querer inovar na lingüagem com que se fala com as pessoas caso você não tenha nenhuma idéia genial de roteiro.
A mix de música e quadrinhos nesse caso fez a diferença, e ficou um filme prazeroso de se assistir.
A fórmula quadrinhos + propaganda não é nova, mas ainda é uma lingüagem que pode ser bem melhor explorada no Brasil, como mostra esse filme.
Vai acontecer agora uma palestra e workshop sobre quadrinhos que me foi bem indicada no Goethe-Institut São Paulo, com o artista plástico e cartunista alemão Tim Dinter. Mais dados:
Data: 19 de maio, 2ª feira, 19h
Local: Goethe-Institut São Paulo
Endereço: Rua Lisboa 974 – Pinheiros
tel.: 3296-7001 ou 3296-7051
Inscrições gratuitas e antecipadas: biblioteca@saopaulo.goethe.org
Nike: Take it To the NEXT LEVEL
Eu nunca quis ser jogador de futebol profissional. Embora sempre joguei muito habilidade, nunca fui nenhum Pelezinho e nem mesmo de um Valderrama cheguei perto. Mas gostava do esporte e gostava de imaginar como era a vida de um jogador: como ele começou, as dificuldades, se jogava como eu antes, etc.
Hoje vi o filme da nova campanha da Nike – Take it To the NEXT LEVEL e ele é incrível!!!
O filme conta a história de um garoto desde quando jogava em timinhos amadores, até ser descoberto por olheiros, chegar no futebol profissional e jogar pela seleção do seu país. Tudo na visão do garoto. Muito bom! Me lembrou muito o filme “Quero ser John Malkovich”.
No comercial o garoto contracena com jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo, Van Nistelrooy e outros astros do Nike Team.
Planners também tem seu ego
A Schneider é uma cerveja argentina que fala com seu público de uma maneira bem humorada. A sua nova campanha tem a seguinte assinatura “Lo que importa és o que sos. Compartilo”.
Quando vi o filme dessa campanha “Infable” me senti na obrigação publicar aqui para mostrar que quem disse que são só os criativos das agências de propaganda que tem um EGO enorme, pode estar bem enganado.
Afinal quem que trabalha no planejamento de agências de propaganda nunca gaguejou para explicar o que faz? Ainda quando quer se mostrar para uma muy buena chica?